MARAVILHAS DA NATUREZA


PÁSSAROS ARTISTAS

Conhece o João-de-Barro e a Casaca-de-Couro?
Operários de escol, arquitetos e artistas,
num trabalho de antigo escravo ou antgo mouro,
constroem sua casa estes dois ruralistas.

Cuidosos ambos, um, seleciona o barro,
amassa-o, argamassa e concreta a mistura
com o mais fino capim fibroso, o humo, o sarro.
Da árvore no topo o ninho dependura.

O outro prefere o espinho, engendra a enroscadura
como quem pega a linha a linha e a retorce no carro.
O ninho enlaça no alto na melhor das vistas.

No interior do ninho o quente dormidouro,
de emberira recamado e umas folhas de louro...
E o temporal não rui a casa dos artistas.

João Justiniano da Fonseca



Escrito por Felipe às 20h02
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As Duas Rosas

Castro Alves

 

I

São duas rosas unidas,
São duas flores nascidas
Talvez no mesmo arrebol.
Vivendo no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.

 

II

Vivendo... bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho no céu.
Como um casal de rolinhas
como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.

 

 

 

III

Vivendo, bem como os prantos
Que em parelhas descem tantos 
Das profundezas do olhar.
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.

 

IV

Vivendo... ai, quem pudera,
Numa eterna primavera,
Viver qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor.

 



Escrito por Felipe às 18h03
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Soneto da Lua

Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas, e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros ?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me pressa
A alma, que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética e indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!

(Vinicius de Moraes)

Vinicius de Moraes



Escrito por Felipe às 20h58
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FLOR E BEIJA FLOR
(Nadir A D’Onofrio)

Vem matar sua sede,
Saciar sua fome,
Com seu bico atrevido,
Impregnado de pólen...
Sofregamente suga meu néctar,
Quando esgotada ...abandona-me...
Vai em busca de outra flor,
De cor vistosa e melífera,
Tão ou mais bonita do que eu.
Ao abandonar-me, sem mesmo saber,
Perpetuou minha espécime.
Vou agora murchar, me recolher,
E minha semente procriar...
Na época certa, no solo derrubar.
A terra, a chuva o sol,
Contribuirão fazendo-a germinar.
Assim um novo ciclo recomeçará,
Em simbiose perfeita...viveremos...



Escrito por Felipe às 09h52
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Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

(Vinicius de Moraes)



Escrito por Felipe às 15h33
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                                                                                                Soneto: Borboleta Azul
 
Asas flutuam, com destino incerto...
Em cores vibrantes, segue a fina borboleta!
Por entre homens, vitrines e gametas,
Pousa a estrela em seu casulo secreto.

De flor em flor, das seivas se alimenta.
Olhar, luar, molhar canções ao vento!
Em quatro cantos, faz-se juntar os elementos,
Tapete azul - pisa delicada e atenta...

Pra exaltar a mãe da nobre natureza
Chamo-me amor... na face de Teresa
Chamo-me céu... na face da aurora!

E tenho o sol a me encher de fidalguia;
E tenho o ar a me amar à luz do dia...
E tenho o canto como as aves de canora!

(Ledalge, A Borboleta Azul)



Escrito por Felipe às 08h55
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Hibisco

Quantas vezes já passei por aqui...

Por muitas, apenas desviava daquele galho que pendia sobre a calçada que, pensava, deveria ser de pedestre. Muito menores foram aquelas em que reconhecia a flor e pensava: é uma "graxa", coisa comum onde quer que se vá. Vivemos os dias em que só as "anormalidades" parecem desviar nossa atenção, somente elas são capazes de roubar uns instantes de nosso precioso tempo, tempo escasso e urgente, do qual viramos escravos.

Os escravos do tempo costumam sofrer também de cegueira. E outros tantos males, devo admitir. Mas somente quem tiver olhos de enxergar esse laço invisível que lhe toma as rédeas poderá, talvez, vislumbrar através das frestas de uma cegueira inventada.

Quantas vezes já passei por aqui. Isso até está parecendo que é outro lugar...



Escrito por Felipe às 17h47
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Pássaros
(Célia de Lima)

Eu os vejo
alados e mensageiros...
Pássaros de outra esfera
transpondo o canto
em sutileza de ave.

Eu os sei
ávidos de poesia
de verdade
e vida...
modelados a lado
e a gosto
dos vivos.
Quase deuses de si
quase autônomos
e imaginários.



Escrito por Felipe às 13h07
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NADA COMO O TEMPO

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!



Escrito por Felipe às 08h45
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Rosas para as Rosas que podem ser margaridas

A rosa (Rosa spp) é uma das flores mais populares no mundo, cultivada desde a Antigüidade. A primeira rosa cresceu nos jardins asiáticos há 5.000 anos. Na sua forma selvagem, a flor é ainda mais antiga. Fósseis dessas rosas datam de há 35 milhões de anos.

Cientificamente, as rosas pertencem à família Rosaceae e ao gênero Rosa L., com mais de 100 espécies, e milhares de variedades, híbridos, e cultivares. São arbustos ou trepadeiras, providos de acúleos. As folhas são simples, partidas em 5 ou 7 lóbulos de bordos denteados. As flores, na maior parte das vezes, são solitárias. Apresentam originalmente 5 pétalas, muitos estames e um ovário ínfero. Os frutos são pequenos, normalmente vermelhos, algumas vezes comestíveis.

Atualmente, as rosas cultivadas estão disponíveis em uma variedade imensa de formas, tanto no aspecto vegetativo como no aspecto floral. As flores, particularmente, sofreram modificações através de cruzamentos realizados ao longo dos séculos para que adquirissem suas características mais conhecidas: muitas pétalas, forte aroma e cores das mais variadas.



Escrito por Felipe às 16h56
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Borboleta Transparente

Esta linda borboleta da imagem é da espécie greta oto predominante das montanhas da América Central. Mas hoje já é muito comum encontra-la aqui no Brasil, principalmente em São paulo, essa da imagem foi fotografada na antiga estrada da caixa dágua em Mogi das Cruzes.O tecido de suas asas possue uma transparência que se parece com vidro, causando um belo efeito e também não deixa de ser uma mecanismo de camuflagem.



Escrito por Felipe às 08h18
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Saí azul

Foto feita quando viajava para o Rio de Janeiro na serra das Araras.

Sai Azul

blue dacnis

O saí-azul mede aproximadamente 13 cm de comprimento e pesa, em média, 16 gramas. Apresenta acentuado diformismo sexul: o macho é azul e negro, com as pernas vermelho-claras, enquanto a fêmea é verde, com a cabeça azulada e pernas alaranjadas.Habita matas ciliares e abertas, plantações no interior de matas e jardins. Alimenta-se de néctar e insetos.



Escrito por fELIPE às 21h24
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